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Muito boa tarde.

Senhor ministro da Indústria, Comércio e Energia da República da Coreia, meus caros colegas e amigos que aqui representam os sócios do Mercosul,

Eu tenho muita alegria e um sentido de muita responsabilidade em participar do lançamento dessa negociação, que como bem lembrou o chanceler Loizaga, que é o nosso presidente Pro Tempore e sob cuja gestão fizemos tanta coisa boa e positiva, e que prepara o caminho agora para o chanceler Nin Novoa, que assumirá a presidência pro tempore, o chanceler Loizaga lembrou que nós estamos fazendo um longo percurso geográfico para iniciar pela primeira vez a negociação do Mercosul com um país da Ásia. E não é qualquer país, é um país moderno, de uma economia dinâmica de enorme influência no comércio mundial. O acesso ao mercado da República da Coreia é de uma forma um selo de qualidade para quem tem a possibilidade de exercer comércio com este país.

É um passo na direção que os governos dos países do Mercosul adotaram. Em primeiro lugar tornar o Mercosul um bloco dinâmico, eliminando as barreiras que existem ao comércio entre os nossos próprios países, avançando além das questões tarifárias, na garantia de investimentos, na busca de convergência regulatória, na busca de integração produtiva e também das compras públicas. É uma geração de acordos comerciais que, segundo as palavras do ministro coreano, inspira aqueles que vão participar da negociação deste acordo, um acordo de uma geração mais avançada. E foi nesse sentido, aliás, a conversa do meu caríssimo colega o ministro Marcos Lima nesta manhã com o seu o homólogo da República da Coreia: a ambição do acordo e também o realismo para que nós, ao longo da negociação, possamos ter uma franqueza para reconhecer sensibilidade dos dois lados, mas com a convicção de que as economias são complementares e que há imensas oportunidades de ganhos recíprocos desse acordo.

O Mercosul, meus caros amigos, como todos sabemos, busca hoje vários acordos comerciais: com a União Europeia, com a EFTA, começamos já a negociação com o Canadá e hoje para nós é um marco muito importante, repito, na história do nosso agrupamento. Nós temos satisfações a dar para 270 milhões de habitantes dos nossos países, que querem ter acesso a bens, a serviços mais sofisticados e mais em conta, mais baratos, mais ao alcance da nossa renda. Queremos gerar emprego para esse enorme contingente de pessoas. Nós queremos que o nosso PIB, que hoje, no seu conjunto, tem mais de 3 bilhões de dólares americanos, possa ser ainda maior com a dinamização do nosso comércio e também com novos investimentos. Nós já temos a presença de investimentos coreanos muito importantes no nosso país, o Brasil recebe esses investimentos, o Brasil, que completará no ano que vem 60 anos de relações diplomáticas com a Coreia, é beneficiado e portanto os investimentos coreanos são importantes para o nosso progresso econômico e o bem estar do nosso povo.

Eu concluo desejando a todos, transmitindo a todos a convicção de que demoramos 13 anos, meu caro ministro, mas nos próximos poucos meses, agora sob a liderança do nosso ministro do exterior do Uruguai, nós haveremos de concluir com bastante rapidez e com segurança o acordo que tanto almejamos.

Muito obrigado.

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