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Senhor Vice-Primeiro-Ministro Wang Yang,
Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores, Embaixador Mauro Vieira,
Senhores Ministros e Vice-Ministros,
Senhoras e Senhores,


É uma satisfação receber no Brasil o Vice-Primeiro-Ministro Wang Yang e sua comitiva, por ocasião da IV Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação. Retribuo a hospitalidade com que fui acolhido na China, em 2013, quando realizamos a III Reunião da COSBAN, ocasião em que mantive encontros de trabalho com o Presidente Xi Jinping, o Vice-Presidente Li Yuanchao e o Vice-Primeiro-Ministro Wang Yang. Em 2011, a Presidenta Dilma Rousseff realizou visita de Estado à China e deu passo decisivo para impulsionar as relações bilaterais.

O Brasil tem recebido sucessivas visitas das mais altas autoridades da China. Em dois anos, foram sete os encontros em nível de Chefe de Estado ou de Governo entre Brasil e China. Interlocução de alto nível com essa intensidade simboliza entendimento político, interesses econômicos compartilhados e importância estratégica das relações sino-brasileiras.

Recordo com satisfação o encontro que mantivemos em 2013, na cidade de Cantão, quando realizamos a III sessão da COSBAN. Várias decisões importantes foram tomadas na ocasião como a assinatura do Plano Decenal Espacial, a abertura do mercado chinês para serviços e produtos brasileiros e a reafirmação do compromisso com a expansão e diversificação das correntes de comércio e investimento. O espírito construtivo da III sessão da COSBAN certamente contribuiu para a participação da China no primeiro leilão Pré-sal, para sua atuação na construção de linha de alta tensão de Belo Monte e para importantes decisões de investimentos anunciadas de parte a parte.

O vigor do diálogo político entre Brasil e China evidencia dois grandes traços dos vínculos sino-brasileiros: o interesse mútuo e o elevado grau de entendimento comum. Demonstra que o substrato político das relações bilaterais é sólido e dinâmico.

Na esfera econômica, Brasil e China obtiveram avanços importantes. A corrente de comércio bilateral, em 2014, chegou quase a 80 bilhões de dólares. Iniciamos o restabelecimento do fluxo comercial de proteína animal, com a habilitação de oito fornecedores brasileiros – e, em breve, vários outros também serão certificados. Cresceu a presença de empresas brasileiras que investem na China, estimadas em 80 ali instaladas. Ampliou-se o estoque de investimentos chineses no Brasil, hoje na casa de 30 bilhões de dólares.

Dentre os investimentos brasileiros, ressalto, em particular, a “joint-venture” EMBRAER-AVIC para produção de jatos executivos na China.

Brasil e China têm, hoje, dois importantes desafios. O primeiro será assegurar que o comércio continue sendo vertente dinâmica do relacionamento bilateral, por meio da diversificação da pauta e da eliminação de eventuais barreiras que não se justifiquem. O segundo será expandir a relação, conferindo maior ênfase aos investimentos. Queremos contar, cada vez mais, com a presença de empresas chinesas no Brasil, que operem com visão de longo prazo mediante investimentos estáveis e duradouros, com continuidade produtiva.

A COSBAN tem razões para se orgulhar de seus resultados. Decisões tomadas na COSBAN ou iniciativas por ela inauguradas estão na base dessas importantes conquistas. Temos motivos ainda maiores para planejar um futuro que eleve nossa parceria estratégica a patamares mais altos.

Senhor Vice-Primeiro-Ministro Wang Yang, hoje, ergo um brinde ao futuro que começamos a construir. Saúde. Muito obrigado.

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