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Informar

Uma das principais funções do diplomata é informar seu governo de tudo o que possa ser de interesse nacional.

No exterior, os diplomatas brasileiros acompanham diariamente a política e a economia locais, prospectam novas técnicas e tecnologias que possam contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Brasil e buscam oportunidades para a difusão da cultura ou dos produtos e serviços brasileiros.

No Itamaraty, essas informações são reunidas, organizadas e repassadas aos diversos setores interessados, dentro e fora do governo.

O design e a arquitetura sempre foram aliados importantes no trabalho de processamento de informação do Ministério. Entre 1926 e 1968, o Itamaraty encomendou três conjuntos de mobiliário de escritório adaptados às suas rotinas administrativas e sempre investiu em tecnologia da informação.

1926-1930

O design ocupou uma posição central na grande reforma administrativa promovia por Octávio Mangabeira entre 1926 e 1930.

Um conjunto completo de móveis de escritório foi especialmente desenhado para o trabalho diário. Esse mobiliário também foi enviado aos consulados no exterior, de forma a promover a indústria e as madeiras nacionais.

A produção e distribuição de material de escritório para a rede de embaixadas e consulados foi centralizada e racionalizada, de forma a cortar custos. A partir de Londres, a casa Harrison & Sons despachava para todo o mundo material de escritório padronizado especialmente para o Itamaraty. De Nova York, eram enviadas máquinas de escrever Underwood com teclados em português.

Um novo edifício, equipado com as mais modernas tecnologias de conservação, foi construído para centralizar os diversos arquivos do Itamaraty no Brasil e no exterior: a Biblioteca, que também abrigava grandes conferências.

TAPETES MARAJOARAS DE FERNANDO CORREIA DIAS

Crédito: Revista O Cruzeiro

O ilustrador português Fernando Correia Dias é o primeiro designer a colaborar de forma contínua com o Itamaraty cujo nome se conservou.

Além de diversas peças gráficas, desenhou para os escritórios do Itamaraty 21 tapetes de lã, de 20m² a 40m², executados pela Rheingantz - União Fabril do Rio Grande do Sul.

Os tapetes são estampados com desenhos, no estilo art déco, inspirados em motivos decorativos dos índios da ilha de Marajó. Correia Dias foi um dos muitos artistas e arquitetos da primeira metade do século que se interessaram pelos padrões indígenas divulgados graças aos estudos do Museu Emílio Goeldi de Belém do Pará e do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

 

1967-1970

O Ministério das Relações Exteriores somente concluiu sua transferência para Brasília com o fim das obras do bloco administrativo, em 1970.

Todos os chefes de departamento foram alocados no segundo pavimento do bloco. Este andar está diretamente conectado, por passarelas, aos gabinetes do Ministro e do Secretário-Geral, no Palácio. Esse arranjo, copiado da antiga sede do Rio de Janeiro, facilita a troca de informações, a coordenação interna e a avaliação conjunta dos diversos aspectos de um tema da agenda diplomática: sua repercussão política, seus efeitos econômicos, seu impacto ambiental, suas necessidades técnicas.

Esta seção reproduz um departamento tal como organizado no início dos anos 70, com o mobiliário originalmente planejado para o gabinete do Chefe de Departamento, para a sala dos assessores e para a recepção.

Planta conservada no serviço de arquitetura do MRE

TAPETES, GRAVURAS E O POLÍPTICO DO ITAMARATY

Na recepção de cada departamento havia também um tapete de Madeleine Colaço sobre temas da natureza brasileira.

Além disso, cada gabinete recebeu uma coleção de gravuras de um mesmo artista. O Itamaraty adquiriu, assim, uma coleção representativa de um momento particularmente rico da gravura nacional, no qual conviviam diversas tendências abstratas e figurativas.
Ao receber do Embaixador Wladimir Murtinho o pedido de gravuras para o Itamaraty, a artista Fayga Ostrower (1920-2001) decidiu criar uma obra especial para o Palácio: uma gravura em sete partes.

Os diversos rascunhos e estudos para a obra foram expostos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1968. A exposição recebeu o prêmio Golfinho de Ouro do Governo do Estado da Guanabara como melhor mostra do ano.

SÉRGIO RODRIGUES E FORMA S.A.

Além do mobiliário representativo desenvolvido em 1967 para os gabinetes do Palácio Itamaraty, Sérgio Rodrigues criou, em 1970, uma poltrona giratória e duas escrivaninhas para o bloco administrativo.

Uma das mesas, destinada a recepcionistas, tinha um painel frontal revestido em couro. Com o tempo, o Itamaraty passou a reproduzir por conta própria esses e outros modelos do designer.

O mobiliário foi completado com produtos da Forma Móveis e Objetos de Arte S.A. A Forma era representante brasileira da Knoll International, um dos mais importantes fabricantes americanos, detentor dos direitos sobre clássicos do design, entre os quais a cadeira Barcelona. Essa foi a última empresa onde Sérgio Rodrigues trabalhou antes de abrir a sua própria, a Oca, em 1954.

O SISTEMA DE MOBILIÁRIO DE ESCRITÓRIO DE KARL HEINZ BERGMILLER

Foto: Matheus Costa (AIG/MRE)

O sistema de mobiliário de escritório de Karl Heinz Bergmiller: Wladimir Murtinho encomendou ao Professor da ESDI Karl Heinz Bergmiller um sistema de mobiliário de escritório padronizado.

Esse sistema, de produção simples e barata, consistia em estruturas fabricadas a partir de um único tipo de tubo de ferro, pintado de preto, combinadas com diversos tamanhos de tampos de mesa e de gaveteiros. Completava o sistema um aparador destinado a organizar de forma prática uma grande quantidade de documentos.

Ao tornar-se designer-chefe da fábrica Escriba, Bergmiller desenvolveu um sistema completo de mobiliário de escritório, que aproveitou algumas soluções desenvolvidas no mobiliário do Itamaraty. Diferentes tipos de tampos de mesa e gaveteiros eram montados em bases de ferro pintado, alumínio ou madeira. O Itamaraty, por sua vez, passou a se abastecer na Escriba, cujos móveis tinham grande semelhança com os do sistema original.

PAINÉIS DE PISO

A ESCRIVANINHA DE ESTEIRA DE GUIMARÃES ROSA

Esta peça, de fabricação americana, teria sido levada para o Ministério das Relações Exteriores na época da encomenda de mobiliário de escritório padronizado. Possivelmente serviu de modelo para os modelos desenvolvidos durante gestão Mangabeira.

Antigos funcionários do Itamaraty contam que o Embaixador Guimarães Rosa teria conservado este exemplar como o último remanescente do “mobiliário de escritório original” do Itamaraty.

COMUNICAÇÃO E CIFRAÇÃO

O Itamaraty sempre foi pioneiro no uso das mais modernas tecnologias de comunicação, do telégrafo à internet, para a transmissão e cifração de informações estratégicas.

O Varian V72/V77 foi especialmente configurado em meados da década de 1970 para a instalação do primeiro programa de computador criado no Itamaraty: o SATCOM (Sistema Automático de Comutação de Mensagens), automatizando o tratamento de cerca de mil documentos diários, e substituindo equipes de 40 pessoas trabalhando 24 horas por dia.

Os documentos eram enviados automaticamente para impressoras nas salas de trabalho. Por questões de segurança, as impressões eram feitas dentro de caixas de madeira trancadas, apelidadas “sarcófagos”.

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