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Desde que tomou conhecimento de declarações do militar e político venezuelano Diosdado Cabello, em seu programa de televisão no dia 27 de dezembro, de que o cidadão brasileiro Jonatan Moisés Diniz teria sido detido, o governo brasileiro procurou inúmeras vezes as autoridades desse país, tanto em Brasília quanto em Caracas.

O Consulado-Geral do Brasil em Caracas entrou em contato com as autoridades policiais venezuelanas expressando preocupação e pedindo informações sobre a presença do cidadão brasileiro na Venezuela, bem como sua situação jurídica e autorização para visita consular, nos termos da Convenção de Viena sobre Relações Consulares, da qual os dois países são signatários. Até o momento, as autoridades policiais não responderam, apesar dos reiterados pedidos brasileiros, formalizados por notas diplomáticas.

Paralelamente, a Embaixada do Brasil em Caracas vem fazendo gestões contínuas junto ao Ministério das Relações Exteriores da Venezuela e às autoridades de segurança desse país, em busca de mais informações sobre o paradeiro do nacional brasileiro. Até o momento, apesar da promessa de retorno dos interlocutores, não houve resposta. Em Brasília, instada a fazê-lo, a embaixada venezuelana tampouco prestou qualquer esclarecimento.

O Brasil solicita às autoridades da Venezuela que respondam rapidamente aos diversos pedidos de informação sobre a localização de nosso compatriota e sua situação jurídica, bem como de visita consular, cursados nos termos das convenções internacionais e de acordo com as obrigações assumidas pelos dois países à luz do direito internacional.

Tanto o consulado brasileiro em Caracas quanto o Itamaraty têm mantido contato com a família de Jonatan Moisés Diniz.

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