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Em 4 de outubro, à margem da 69ª sessão do Comitê Executivo do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o Governo brasileiro concedeu a nacionalidade brasileira para as irmãs Maha e Souad Mamo. Coube à representante permanente do Brasil em Genebra, embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo, e ao coordenador-geral do CONARE, Bernardo Laferté, entregar o documento de naturalização às duas irmãs.

As irmãs Mamo chegaram ao Brasil em setembro de 2014, por meio do programa de vistos para fins humanitários destinado a pessoas afetadas pelo conflito na Síria e foram reconhecidas como refugiadas apátridas, em 2016, pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE).

Maha Mamo participa ativamente da campanha “#IBelong”, que visa à erradicação da apatridia até 2024. Estima-se que haja, atualmente, cerca de dez milhões de apátridas no mundo, sendo um terço desse número composto por crianças. Maha participou também como palestrante do evento paralelo “Building momentum: mid-point of the #IBelong Campaign”, organizado pela Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas, em Genebra.

Em 2014, em Brasília, no contexto Conferência Cartagena+30, sobre a proteção regional de refugiados, foi adotado o Plano de Ação do Brasil. O documento conta com um capítulo integralmente dedicado à erradicação da apatridia na América Latina e no Caribe. Insta os países da região a adotar medidas como a adesão às convenções da ONU sobre o tema, o estabelecimento de procedimentos para a determinação da apatridia e a facilitação da naturalização para apátridas.

A concessão da nacionalidade brasileira a Maha e Souad Mamo, além de garantir um direito humano fundamental às duas irmãs, reafirma o compromisso do país com as obrigações internacionais sobre a matéria.

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