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Realizou-se ontem, 23 de maio, em Pequim, a V Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), copresidida pelo Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, e pelo Vice-Presidente chinês, Wang Qishan. O Secretariado-Executivo da reunião, que coordenou as diversas reuniões das subcomissões e grupos de trabalho, esteve sob a coordenação do Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e do Vice-Ministro do Comércio da China. Participaram da sessão plenária representantes de nove ministérios brasileiros e de sete ministérios chineses, além de membros de outros órgãos de ambos os governos.

Ao celebrarem o décimo quinto aniversário da COSBAN, os vice-presidentes reafirmaram o papel fundamental que o mecanismo desempenha para implementar iniciativas bilaterais e fazer avançar a Parceria Estratégica Global estabelecida entre os dois países em 2012. As partes avaliaram o progresso da cooperação entre Brasil e China nas áreas de comércio e economia; energia e mineração; agricultura; finanças; ciência, tecnologia e inovação; espaço; indústria e tecnologia da informação; cultura; educação e saúde; e saudaram as conquistas dos dois países no âmbito da cooperação espacial ao longo de mais de três décadas.

Ao relembrarem que o comércio bilateral entre 2004 – data de criação da COSBAN – e 2018 cresceu 11 vezes, de 9 para 99 bilhões de dólares, os dois lados não deixaram de reconhecer a excessiva concentração das exportações brasileiras para a China em um grupo restrito de produtos primários e reafirmaram seu compromisso de criar condições para a diversificação e o aumento do valor agregado dos produtos vendidos pelo Brasil para a China. O Brasil solicitou celeridade nos processos de certificação de aeronaves.

As partes concordaram em incrementar os fluxos recíprocos de investimento, a fim de buscar novas complementaridades e oportunidades econômicas, de acordo com seus respectivos interesses nacionais, e tomaram nota das possíveis sinergias entre as políticas de desenvolvimento e os programas de investimento de Brasil e China.

No campo do agronegócio, concordaram em promover atividades de inspeção e quarentena, a fim de conceder acesso a mercados para produtos dos dois países: pera e pescado chineses; melão, produtos lácteos, carne termoprocessada, miúdos suínos, proteína de soja para ração animal, material genético avícola e soro sanguíneo bovino brasileiros.

Paralelamente à sessão plenária, o Conselho Empresarial Brasil-China organizou simpósio comemorativo de seus 15 anos de atuação, ao qual compareceram representantes empresariais dos dois lados.

Os vice-presidentes passaram em revista a cooperação bilateral em temas internacionais, como a defesa do multilateralismo e do livre comércio, o aprimoramento da governança econômica global e o fortalecimento do sistema multilateral de comércio, com a OMC em seu núcleo.

A reunião permitiu, também, dar orientação estratégica à abrangente cooperação bilateral e estabelecer planos para aprofundá-la.


Ata da V Reunião Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação

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