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A Rainha Elizabeth II visita a Torre de TV, em Brasília (Arquivo Público do Distrito Federal)

Em 1º de novembro de 1968, a Rainha Elizabeth II chegava ao Recife, para dar início à primeira visita de um monarca britânico ao Brasil e à América do Sul. Na companhia do Príncipe Philip, Duque de Edimburgo, a Rainha conheceria, além da capital pernambucana, Salvador, Brasília, São Paulo, Campinas e o Rio de Janeiro.

A visita representou marco nas relações entre o Brasil e o Reino Unido. Em Recife, a Rainha interagiu com Gilberto Freyre e Dom Hélder Câmara. Em Salvador, no Mercado Modelo, assistiu ao cantor Ápio Patrocínio da Conceição, o Camafeu de Oxóssi, puxar um samba de roda em sua homenagem. Em Brasília, onde a visita ganhou caráter de Estado, a soberana participou de sessão solene no Supremo Tribunal Federal; dirigiu-se aos Deputados e Senadores do Congresso Nacional; e foi homenageada, pelo Presidente da República, com um banquete no Palácio Itamaraty. Em São Paulo, inaugurou o Museu de Arte, o MASP. Em Campinas, foi apresentada a pesquisas para o incremento da produtividade agrícola. No Rio, etapa final de seu périplo brasileiro, marcou o princípio simbólico das obras da ponte Rio-Niterói e acompanhou, no Maracanã, um jogo de futebol entre cariocas e paulistas – vitória destes, por 3 a 2. No final, entregou a taça a Pelé.

Evento de inegável alcance político, a visita foi ocasião, ainda, de verdadeira festa popular, amplamente registrada pela imprensa: em todas as cidades em que estiveram, a Rainha e o Duque de Edimburgo foram efusivamente saudados pelos brasileiros, que saíram às ruas em grande número para vê-los. Ao deixar o Rio, no dia 11 de novembro, o casal real disse que nunca esqueceria a “calorosa acolhida que nos foi prestada pelo povo brasileiro”.

Rememorar os 50 anos da visita da Rainha Elizabeth II ao Brasil é valorizar a parceria entre o Brasil e o Reino Unido. Parceria que abrange diversas áreas – comércio, investimentos, intercâmbio acadêmico, ciência e tecnologia – e que tem, como objetivo maior, contribuir para o bem-estar de brasileiros e britânicos, para o progresso de ambos os países.

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